Medicamentos: Operação identifica 694 sites de venda ilegal

Entre 5 e 12 de Outubro, mais de 40 países estiveram envolvidos, entre os quais Portugal

Uma operação internacional de combate à contrafacção de remédios identificou perto de 700 websites de venda ilegal, apreendeu 11 mil encomendas de medicamentos falsificados e prendeu ou colocou sob investigação dezenas de pessoas.

Entre 5 e 12 de Outubro, mais de 40 países estiveram envolvidos numa operação internacional - Pangea III – dedicada ao combate de medicamentos contrafeitos e ilegais e de alerta para os perigos associados à compra destes fármacos através da Internet, revelam em comunicado as entidades envolvidas na operação.

Esta operação, a cargo do International Medical Products Anti-Counterfeiting Taskforce, da Organização Mundial de Saúde, foi coordenada pela INTERPOL, pelas Alfândegas, pelas agências do medicamento, pela indústria farmacêutica e pelas empresas de pagamentos electrónicos.

A operação centrou-se principalmente em três elementos essenciais de um website ilegal de venda de medicamentos: o ISP (fornecedor de acesso à Internet), o sistema de pagamento e a forma de entrega.

Os resultados preliminares da operação, obtidos até dia 12, consistem em 328 ações de fiscalização em centros de encomendas postais e a identificação de 694 websites de venda ilegal de medicamentos.

No âmbito destas ações, foram inspecionadas 268 mil encomendas postais, das quais 11 mil ficaram apreendidas por conterem medicamentos ilegais e contrafeitos.

A operação resultou ainda na suspensão ou retirada de 290 dos websites identificados. Foram presas ou colocadas sob investigação 76 pessoas na sequência da execução de 98 mandados de busca.

O público foi também alertado através de campanhas de sensibilização e informação para o facto de poderem estar a adquirir via Internet medicamentos contrafeitos, de má qualidade e perigosos.

A nível nacional, Portugal, através da ASAE (Autoridade de Segurança Alimentar e Económica), do INFARMED (Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde) e da Direcção Geral das Alfândegas e Impostos Especiais sobre o Consumo, associaram-se a esta operação.

Fonte: Lusa

2010-10-15

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