Medicamento inovador para Hepatite C garantido e outro em negociação, diz secretário de Estado

Até dezembro, não estava autorizada a comparticipação de novos medicamentos para a Hepatite C

10 de janeiro de 2013 - 14h44

O secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde disse hoje que está garantida a negociação com um medicamento inovador para o tratamento da Hepatite C e que para a semana vai ser concluída uma segunda negociação.

"O que já está concluído é a negociação com um laboratório relativamente a um medicamento e vamos para a semana concluir a segunda negociação tentando encontrar o preço que seja o mais justo possível e aquele que é adequado à capacidade de pagamento do Estado português”, declarou Leal da Costa, à margem da inauguração oficial da Unidades de Cuidados Continuados Integrados de Longa Duração e Manutenção de Estoi, no Algarve.

A Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde revelou hoje, em comunicado, que chegou a acordo com a indústria farmacêutica para a comparticipação do tratamento da Hepatite C, depois de alguns meses de negociação.

Segundo o secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, o facto de haver esse medicamento inovador vem demonstrar que o Estado português, “ao contrário do que tem sido dito, não deixou de apostar na inovação”.

“É a prova concreta de que estamos a introduzir novos medicamentos inovadores” e “não o vamos deixar de fazer”, assegurou Leal da Costa, vincando, no entanto, que há a necessidade de estabelecer “um acordo entre o Ministério da Saúde, que assegura o pagamento por inteiro destes pagamentos, e, por outro lado, por parte dos fabricantes (…) têm de ter um preço adequado às necessidades e capacidades do país”.

No caso da Hepatite C saberemos fazer a “avaliação cuidada” de onde estão os doentes de maneira a que o medicamento de que eles precisam, quanto precisarem e com a necessidade estabelecida, esteja disponível para esses doentes”, explicou aquele governante, sublinhando que estão “preocupados com os doentes” e com o “acesso aos medicamentos”.

“Não estamos tanto preocupados que os hospitais tenham de ter necessariamente a capacidade de prescrever, senão houver doentes que beneficiem dessa prescrição”, referiu.

Em dezembro, o bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, avançava que havia doentes com hepatite C “a serem condenados à morte” por ainda não ter sido autorizada a comparticipação de novos medicamentos para combater a doença.

Pelas 15h00, Leal da Costa desloca-se ao município algarvio de Aljezur para inaugurar oficialmente a nova Unidade de Cuidados Continuados Integrados de Longa Duração e Manutenção, que vai ser gerida pela Casa da Criança do Rogil e que vai ter capacidade para 25 camas.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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