Maternidade de Portalegre das poucas que registou aumento do número de partos em 2013

Foram realizados 580 partos
7 de fevereiro de 2014 - 15h21



A maternidade do Hospital de Portalegre registou um aumento do número de partos durante o ano de 2013, com 580 nascimentos, tendo, segundo esta unidade de saúde, sido a única no Alentejo a registar uma subida.



De acordo com os dados revelados pelo gabinete de comunicação da Unidade Local de Saúde do Norte Alentejano (ULSNA), a que a agência Lusa teve acesso, em 2013 nasceram naquela maternidade 580 crianças, mais duas dezenas do que no ano anterior.



A maioria dos nascimentos registados (185) pertence a crianças cujos pais residem no concelho de Portalegre, seguindo-se 118 bebés de parturientes oriundas de Elvas e 74 referentes a parturientes de Campo Maior.



Na mesma nota, a ULSNA refere que durante o ano de 2013 foram ainda registados naquele maternidade seis nascimentos de crianças cujas mães são oriundas do distrito de Évora e um de uma mulher residente no distrito de Santarém.



A ULSNA acrescenta ainda que, dos 580 partos realizados, 292 bebés pertencem ao sexo feminino e 288 ao sexo masculino.



Contactada pela Lusa, a enfermeira chefe da maternidade de Portalegre, Manuela Tavares, atribuiu o “sucesso” destes números ao projeto “Maternidade Mais Próxima da Comunidade”, iniciativa desenvolvida desde finais de 2011 pela ULSNA.



De acordo com a responsável, este projeto proporciona cursos de preparação para o parto nos 16 centros de saúde distribuídos pelo distrito de Portalegre, sendo os mesmos orientados por enfermeiras especialistas em saúde materna e obstetrícia.



“Era do nosso conhecimento que nalgumas franjas geográficas do nosso distrito as parturientes optavam por ter os bebés noutras maternidades e com este projeto no terreno desenvolveu-se um laço de confiança”, disse.



Para Manuela Tavares, a “proximidade” entre os profissionais de saúde e as grávidas foi “muito importante”, uma vez que a maternidade “saiu de contexto fechado e projetou-se" junto da comunidade.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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