Mais de 60 mil amostras biológicas recolhidas no primeiro ano do Biobanco

Num ano, Biobanco conseguiu sete mil dadores, 60 mil amostras e 20 coleções
12 de novembro de 2013 - 08h15



Mais de 60 mil amostras biológicas foram recolhidas no primeiro ano de vida do Biobanco, um serviço que se tem revelado “útil para as pessoas”, segundo o presidente desta estrutura.



João Eurico Fonseca, diretor do Biobanco do Instituto de Medicina Molecular (IMM), explicou à agência Lusa que o número de amostras superou as expectativas, o que demonstra que “efetivamente estávamos a oferecer um serviço que era útil para as pessoas”.



“Os nossos colegas que fazem investigação clínica perceberam que valia a pena, em projetos de investigação que estavam a arrancar, associarem-se ao biobanco e fazerem as colheitas através do biobanco e o registo da informação clínica através do biobanco”, adiantou.



Dados do IMM revelam que, ao fim de um ano de atividade, o Biobanco conseguiu sete mil dadores, 60 mil amostras e 20 coleções.



Os dadores também têm contribuído para este elevado número de recolhas, uma vez que praticamente “todas as pessoas inquiridas para, no decurso do ato de consulta, contribuírem com uma amostra, aceitam e colaboram com entusiasmo, interesse e motivação”.



Também há outro grupo de indivíduos saudáveis que contribuem com amostras para controlo e estes “também contribuem de forma completamente altruísta para o biobanco”, adiantou.



As amostras, juntamente com a informação clínica, são levadas para o Biobanco e levantadas sempre que for necessário.



João Eurico Fonseca contou que, recentemente, registou-se uma solicitação de Espanha, feita por um investigador que estava a trabalhar na área genética de uma doença e submeteu um estudo a uma revista científica, a qual manifestou interesse, mas disse que era necessário replicar numa população diferente, mas com a mesma doença.



“O investigador contactou o biobanco, os dois investigadores colaboraram e aplicaram a mesma metodologia à população da amostra do biobanco”, disse.



Os exemplos reproduzem-se em outras áreas, como a clínica, tendo algumas amostras sido utilizadas para melhor caracterizar algumas doenças raras.



Segundo o IMM, o Biobanco participou neste último ano em vários projetos internacionais, para os quais contribuiu com mais de 1.500 amostras.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários