Mais de 10.500 profissionais deixaram o SNS no ano passado

Em relação a 2011, saíram mais 163 médicos, mais 435 enfermeiros e mais 240 assistentes operacionais
16 de setembro de 2013 - 12h24
Um total de 10.579 profissionais de saúde abandonaram o Serviço Nacional de Saúde (SNS) em 2012, a maioria a trabalhar nos hospitais, sendo a aposentação e o fim do contrato os principais motivos de saída, segundo o Balanço Social do Ministério da Saúde. Os profissionais sofreram 6142 acidentes, dos quais resultaram a perda de mais de 80 mil dias de trabalho por motivo de baixa.
O documento indica que os médicos (2966), enfermeiros (2611) e assistentes operacionais (2257) foram os grupos profissionais com mais saídas. Dos 10.579 profissionais que saíram no ano passado, 65,8% dos casos ocorreram nos hospitais.
O motivo de saída com mais expressão foi a aposentação ( 2212) e a caducidade de contrato (1271).
O documento, elaborado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) refere ainda que o número de outras situações é atribuído, na generalidade, às saídas de trabalhadores ausentes há mais de seis meses, estando também contempladas as licenças sem vencimento.
Em relação a 2011, saíram mais 163 médicos, mais 435 enfermeiros e mais 240 assistentes operacionais.
No mesmo ano, os profissionais de saúde sofreram 6142 acidentes, a maioria dos quais ocorreu nos hospitais, que resultaram na perda de mais de 80 mil dias de trabalho.
Destes acidentes, 3915 não resultaram em dias perdidos, mas como efeito de 2221 perderam-se 80.148 dias por motivo de baixa. Neste ano, ocorreram seis óbitos. A maioria dos acidentes ocorreu nos estabelecimentos hospitalares (84,5 por cento).
Os acidentes registados em 2012 aumentaram em relação ao ano anterior (mais 426), o que significa um aumento de 7,5%. Também os dias de trabalho perdidos aumentaram: mais 11.148 dias (mais 16,2%).
O balanço agora conhecido indica que, dos 6142 acidentes de trabalho e serviço, 2,9% (71) resultaram em incapacidade permanente, 69,3% (1718) em incapacidade temporária e absoluta e 27,8% (690) em incapacidade temporária e parcial.

Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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