Maioria dos rins transplantados ainda são provenientes de cadáveres

Alerta da Sociedade Portuguesa de Nefrologia

À margem das comemorações do Dia Mundial do Rim, que se celebra hoje, a Sociedade Portuguesa de Nefrologia (SPN) lembra que “a maioria dos rins transplantados provêm de dadores cadáveres e apenas 63 dos 595 transplantes realizados em 2009 vieram de dadores vivos”, comenta Fernando Nolasco, presidente da SPN.

O médico nefrologista acrescenta ainda que “em 2009 Portugal foi o país no mundo com maior taxa de transplantes de cadáver (por milhão de habitante), em termos mundiais mas, mesmo assim, o tempo médio de espera para conseguir um rim é de cerca de 2 anos e meio”.

Fernando Nolasco salienta ainda que “a taxa de sucesso do transplante renal é superior a 90 por cento no primeiro ano. As estimativas apontam para que 50 por cento dos transplantes de rim funcionem mais de 11 a 12 anos. E há doentes com 20 anos de transplante que fazem a sua vida normal, o que é francamente bom”.

Para alertar para a saúde dos rins, a Sociedade Portuguesa de Nefrologia vai promover diversas sessões de esclarecimento, pelo país, com o mote “Proteja os seus rins, salve o seu coração”, que pretendem sensibilizar a população para a prevenção, diagnóstico e tratamento da doença renal, que se estima que afecte cerca de 800 mil pessoas, em Portugal.

Na fase mais avançada da evolução da doença renal crónica, ou estádio 5, surge o esgotamento total das funções renais, que terão de passar a ser substituídas pela diálise ou por um transplante.

Todos os anos surgem mais de dois mil casos de doentes em falência renal. Em Portugal existiam em 31 de Dezembro de 2009 cerca de 16 mil doentes em tratamento substitutivo da função renal (cerca de 2/3 em diálise e 1/3 já transplantados), e outros dois mil e quinhentos aguardam, em lista de espera, por um transplante renal.

10 de março de 2011

Fonte: LPM Comunicação


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