Maioria dos produtos perigosos continuam a vir da China

Riscos químicos, de lesão ou asfixia entre os mais comuns entre objetos oriundos da China
25 de março de 2014 - 12h18



A China manteve-se em 2013 como o país do mundo com mais notificações de produtos não alimentares perigosos, principalmente vestuário, têxteis, artigos de moda e brinquedos, segundo o sistema de troca rápida de informação da União Europeia.



Esta informação consta do último boletim do sistema de troca rápida de informação da União Europeia (RAPEX), que foi instituído há dez anos para "proteger os consumidores europeus contra produtos não alimentares perigosos".



"Em 2013, os Estados-membros da União Europeia adotaram 2364 medidas neste contexto, este número representa um aumento dos alertas de 3,8 % em comparação com 2012 e confirma a tendência ascendente que tem sido observada desde o estabelecimento do RAPEX", refere a Comissão Europeia.



Este boletim do executivo comunitário aponta "o vestuário, os têxteis e artigos de moda e os brinquedos" como "as principais categorias de produtos relativamente às quais foi necessário tomar medidas corretivas", estando "entre os riscos mais frequentemente notificados os riscos químicos, o risco de estrangulamento, o risco de lesões e o risco de asfixia".



A China (incluindo Hong-Kong) "é o principal país de origem identificado no sistema de alerta" e representou em 2013 "64% do número total de notificações relativas a produtos perigosos", um aumento face aos 58% verificados no ano anterior.



Entre os 28 Estados-membros, a Hungria, a Alemanha, a Espanha, a Bulgária e o Reino Unido foram os países com mais notificações de produtos perigosos.



A propósito destes últimos dados, o comissário europeu da Política dos Consumidores, Neven Mimica, considerou o RAPEX "um modelo de êxito no que se refere à cooperação entre as autoridades nacionais e as instituições, em benefício dos cidadãos".



A Comissão adianta ainda estar "a trabalhar a nível bilateral com a China sobre o intercâmbio de informações entre as autoridades e sobre atividades de comunicação".



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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