Maioria dos casais inférteis aceita doar embriões para investigação

85 por cento dos casais inférteis aceitam doar embriões para investigação
12 de março de 2014 - 16h40



Um estudo do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP) concluiu que a maioria dos casais inférteis aceita doar embriões para investigação científica, com os católicos a serem mais favoráveis à doação.



O estudo, do qual apenas algumas conclusões foram hoje divulgadas em comunicado, foi feito entre agosto de 2011 e dezembro de 2012, abrangendo 313 mulheres e 221 homens em tratamentos de fertilidade.



Os restantes resultados serão apresentados na próxima terça-feira, num debate no ISPUP sobre "a governação da investigação em embriões de origem humana".



Segundo o inquérito, 85 por cento dos casais inférteis aceitam doar embriões para investigação, "sendo que as mulheres e os homens católicos se revelam mais propensos à doação", comparativamente aos não católicos ou sem religião.



Por outro lado, mais de 75 por cento dos inquiridos defendem a extensão do limite máximo da criopreservação de embriões em Portugal, atualmente fixado em três anos.



Desde 2006 que a lei portuguesa prevê a possibilidade de os embriões criopreservados se destinarem à investigação científica, sendo que as experiências têm de ser autorizadas pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida e pelos casais envolvidos em tratamentos de Fertilização In Vitro ou de Microinjeção Intracitoplasmática de Espermatozoides.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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