Madeira: Unidade de cuidados continuados da Atalaia volta ao ativo em setembro

Subsídio mensal do Governo Regional para a instituição ronda os 300 mil euros
10 de julho de 2013 - 07h50



O secretário dos Assuntos Sociais da Madeira disse hoje que o Atalaia Living Care, a unidade de cuidados continuados que encerrou em dezembro devido a problemas financeiros e divergências entre sócios, deve reabrir no início de setembro.



“Estamos a trabalhar para ser o mais rápido possível, aponta-se setembro para o início do funcionamento do Atalaia”, declarou Francisco Jardim Ramos numa visita à ExpoMadeira, a maior feira das atividades económicas da Madeira.



O governante sustentou que “o ótimo é que nunca tivesse sido interrompido”, acrescentando que aquela unidade na freguesia do Caniço, concelho de Santa Cruz, “é uma necessidade para os serviços” de Saúde da Região, visto que “os serviços públicos têm a capacidade esgotada”.



“Foi nessa lógica que se contratualizou a prestação de serviços naquele espaço”, sublinhou o responsável insular, perspetivando ser desejável que “tudo se recomponha, tudo volte a poder funcionar dando boas perspetivas de vida, maior conforto àqueles que trabalham muito pela terra”.



No final do ano passado, na sequência de uma providência cautelar interposta por um sócio e uma assembleia-geral da empresa Oceanos, que explorava aquela unidade, bloqueou judicialmente as contas do ‘Atalaia Living Care’ e o subsídio mensal do Governo Regional, na ordem dos 300 mil euros, impedindo a administração de manusear as mesmas verbas.



Esta situação provocou também o atraso no pagamento dos salários dos funcionários e a greve dos enfermeiros, pondo em causa o normal funcionamento daquela unidade, pelo que os 120 utentes tiveram que ser transferidos para outras unidades na Região.



Por esta razão, a 28 de dezembro o Conselho do Governo Regional decidiu resolver unilateralmente o acordo de cooperação que havia sido firmado em 25 de fevereiro de 2011, entre o Instituto de Administração da Saúde e Assuntos Sociais (IASAUDE) e a OCEANOS- Associação de Solidariedade Social responsável pela sua gestão.



O executivo insular justificou esta deliberação apontando a missiva da Oceanos dando conta "da completa impossibilidade de adotar quaisquer medidas que conduzam à solução dos problemas graves que se têm vindo a verificar no Atalaia Living Care, bem como a posição do seu diretor clínico manifestando o risco da situação insustentável que se verifica naquela instituição".



O governo madeirense considerou que "a execução do aludido acordo de cooperação torna-se desadequada à realização do interesse público”.



Entretanto, a 05 de março, o Tribunal de Santa Cruz rejeitou a providência cautelar contra a empresa Oceanos, gestora do Atalaia Living Care, interposta por um dos associados.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários