Madeira com 12 edifícios de ensino com vestígios da presença de amianto

Governo Regional tem desde 2003 programa de substituição dos edifícios que usam material cancerígeno
20 de fevereiro de 2014 - 10h19



O secretário regional da Educação da Madeira, Jaime Freitas, revelou hoje que, de 51 edifícios tutelados pelo seu gabinete, apenas 12 têm pequenas parcelas de amianto e dois vão ser intervencionados ainda este ano.



Jaime Freitas reagiu, assim, à manifestação convocada para hoje no Porto Santo, pelo movimento cívico ‘Somos Porto Santo', contra o estado de degradação em que se encontra a Escola Básica e Secundária Francisco Freitas Branco e a presença de amianto no edifício.



O governante adiantou que, no Programa de Investimentos e Despesas de Desenvolvimento da Região Autónoma (PIDDAR) da Madeira deste ano, está prevista a inscrição relativa a duas escolas, a do Porto Santo e a Básica do 1.º ciclo com Pré-escolar do Tanque, em Santo António.



"Já há projetos e previsão orçamental e esperamos que, neste ano de 2014, se iniciem as obras", disse.



Sobre a escola do Porto Santo, Jaime Freitas explicou que se pretende "reconverter todo o edifício” e dotar o estabelecimento de ensino “com um equipamento novo, mais funcional e com condições de utilização".



Quanto ao amianto, “desde 2003, o Governo Regional tem vindo a pôr no terreno um programa de substituições nos edifícios que usam este material", garantiu, explicando que aquele material é normalmente usado "em coberturas".



"Tivemos uma primeira preocupação de fazer um levantamento e, desde essa altura, temos feito intervenções nos diversos edifícios", disse, ressalvando que nem todos "são escolas".



Jaime Freitas afirmou, ainda, que "se é verdade que a presença do amianto pode provocar doenças, isso só acontece se o material estiver degradado e for inalado".



O governante acrescentou que "a Direção Regional de Edifícios Públicos tem técnicos que vão monitorizando estas situações, garantindo assim a segurança das pessoas".

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