Macedo defende que CPLP deve investir na cooperação na Saúde apesar da crise

Continuidade da cooperação está dependente da definição de metas exequíveis, diz ministro

12 de fevereiro de 2014 - 13h45

O ministro da Saúde português, Paulo Macedo, defendeu hoje que, apesar da atual situação de crise internacional, a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) deve continuar a investir na cooperação na área da Saúde.

Paulo Macedo, que discursava durante a III Reunião dos Ministros da Saúde da CPLP, considerou que a continuidade da cooperação na área está dependente da definição de "metas exequíveis".

"Para nós [Portugal], é fundamental recentrarmo-nos nos objetivos do Plano Estratégico de Cooperação em Saúde [da CPLP], isto é, contribuir para o reforço dos sistemas de saúde de cada Estado-membro", disse o ministro, propondo a definição, "em conjunto", de Programas de Formação Avançada, que visam o aprofundamento da qualificação dos profissionais de saúde.

Para o ministro, a continuidade do plano de cooperação e a "busca de maior eficiência" é "indissociável" do apoio técnico e de consultoria em planeamento e gestão, no que se refere, por exemplo, às áreas de gestão financeira, logística, distribuição de medicamentos ou de sistemas de informação para monitorização.

Paulo Macedo sugeriu ainda o estabelecimento de colaborações com vista ao aumento da qualidade e da segurança nos cuidados de saúde, através da definição de "padrões, diretrizes, normas de qualidade clínica e organizacional e processos de acreditação".

"Portugal propõe a criação de uma Rede de Enfermagem das Associações e Ordens da CPLP, área vital para todos nós e para aqueles que se confrontam com o caminho a percorrer até ao cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milénio", avançou o ministro português.

Paulo Macedo apelou ainda para o aumento da solidariedade entre os membros da CPLP, argumentando que "sem solidariedade, não há equidade".

A III Reunião dos Ministros da Saúde da CPLP visa, entre outros temas, a prorrogação, até 2016, do Plano Estratégico de Cooperação em Saúde da comunidade lusófona, lançado inicialmente em 2009.

No encontro participam responsáveis pela área da Saúde dos países da CPLP, com exceção da Guiné-Bissau.

Integram a CPLP Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

SAPO Saúde com Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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