Lisboa tem a “maior desproporção” entre clínicos e utentes

Oito mil utentes em Lisboa continuam sem médico de família
18 de março de 2014 - 13h08
O secretário de Estado adjunto do ministro da Saúde disse hoje que Lisboa é a zona do país com “maior desproporção entre clínicos existentes e utentes a necessitarem de médico”, destacando que têm sido dados passos para resolver o problema.
“Temos a noção clara de que, em todo o território nacional, a Administração Regional de Saúde (ARS) com maiores dificuldades é exatamente a de Lisboa. Por circunstâncias várias, acaba por ser a zona do país onde temos uma maior desproporção entre clínicos existentes e utentes a necessitarem de médico”, afirmou Fernando Leal da Costa na inauguração da unidade de saúde familiar “Auren”, em Ourém, distrito de Santarém.
O secretário de Estado, do Governo de coligação PSD/CDS-PP, respondia ao presidente da Câmara de Ourém, o socialista Paulo Fonseca, que alertou para a existência no concelho, ainda, de cerca de oito mil utentes sem médico de família.
“A verdade dos factos é que temos dado pequenos passos no sentido de minimizar essa situação que me causa grande incómodo pessoal e profissional”, declarou Fernando Leal da Costa.
Além da questão dos utentes sem médico de família, Paulo Fonseca apontou, novamente, a obrigatoriedade dos doentes do concelho se deslocarem para o hospital de Abrantes, do Centro Hospitalar do Médio Tejo, a 70 quilómetros de distância, quando têm o Centro Hospitalar de Leiria a 20 quilómetros.
“Essa é uma circunstância que merece alguma explicação, parte da qual se prende com a existência de um mapa territorial entre as ARS”, adiantou o governante, garantindo que no âmbito do “plano de reorganização em curso” não deixará “de olhar com muita atenção para a forma mais conveniente de proceder à disposição de cuidados hospitalares à população de Ourém, tendo até em conta que o município é muito grande”.

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