Lei antitabaco reduz mortalidade em 18% em Espanha

A inalação de fumo aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos e tromboses

24 de janeiro de 2013 – 11h43

A primeira lei antitabaco
espanhola, que proíbe fumar dentro dos espaços de trabalho e em alguns bares e
restaurantes, reduziu o número de enfartes do miocárdio em Espanha em 11% e a mortalidade em 18%, revela estudo.

As novas regras entraram em vigor
em 2006 e a lei é semelhante à portuguesa. As normas protegem, sobretudo, os
não fumadores ao reduzir a exposição passiva ao fumo.

Segundo o estudo do Instituto
Hospital del Mar de Investigaciones Médicas, em Girona, as mulheres e a
população entre os 65 e os 74 anos foram os grupos onde a lei teve um impacto
mais positivo, com uma redução do número de enfartes estimada em 18%.

“Os enfartes reduziram-se 15% nos
não fumadores”, apontou Roberto Elosua, coordenador do grupo de Epidemiologia e
Genética Cardiovascular daquela unidade hospitalar, e um dos autores do estudo.

Em números gerais, registaram-se
menos 11% de enfartes entre fumadores e não fumadores.

A investigação, que recolheu
dados de 3703 enfartes entre 2006 e 2009, foi publicada esta semana na revista científica Plos
One
, e compara dados recolhidos por outros países europeus com leis similares.

Em 2011, a lei antitabaco em Espanha
tornou-se ainda mais restritiva, mas ainda não há estudos sobre o seu impacto
na saúde pública.

Nuno de Noronha

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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