IPO do Porto realiza campanha de angariação de dadores de sangue

Para ser dador de sangue tem de se ser saudável, ter mais de 18 anos e pesar mais de 50 quilos
26 de março de 2014 - 13h41



O IPO-Porto vai aproveitar o Dia Nacional do Dador de Sangue, que se assinala na quinta-feira, para realizar uma campanha de sensibilização da população destinada a contribuir para o aumento em 12% das doações naquela unidade oncológica.



Fonte do IPO-Porto disse hoje à Lusa que este instituto de oncologia necessita de elevar em 12% as doações, num mínimo de 40 colheitas de sangue por dia, para ser autossuficiente.



Através da mascote gota de sangue, os utentes da linha amarela do Metro do Porto vão ser sensibilizados e informados para dar sangue no IPO-Porto, ao mesmo tempo que decorre uma campanha de sensibilização na rede social Facebook.



Para o IPO-Porto, “a doação de sangue tem-se tornado fundamental, na medida em que a incidência do cancro em Portugal está a aumentar, estimando-se que todos os anos no nosso país morrem mais de 25 mil pessoas da doença oncológica”.



Assim, das 07:00 às 20:00, uma mascote em forma de gota de sangue vai percorrer toda a linha de metro que dá acesso ao IPO-Porto. A mascote vai distribuir folhetos informativos e tirar dúvidas quanto ao processo de dádiva de sangue.



Em paralelo, alguns serviços do instituto vão juntar-se para uma campanha na página no Facebook da instituição, com os próprios colaboradores a darem o exemplo de dedicação à causa.



Menos dádivas em 2013



Em declarações recentes à Lusa, o presidente do IPO/Porto revelou que houve uma redução significativa de dádivas de sangue no último ano no instituto e apelou à comunidade que se voluntarie para ajudar a suprir as necessidades desta unidade de saúde.



“O IPO/Porto investiu já em ações de angariação de dadores nas faculdades da Universidade do Porto e politécnicos, bem como ações de reconhecimento e fidelização dos atuais dadores. É fundamental que consigamos recuperar as doações de sangue e que consigamos mobilizar as pessoas para esta necessidade”, sublinhou Laranja Pontes.



Segundo explicou à Lusa, “os doentes da unidade de transplante é que é são os grandes ‘consumidores’ e existem muitas necessidades sempre associadas a isso. Temos a maior unidade de transplante de medula portuguesa, fazemos 150 transplantes de medula por ano, o que é muito, e isso gasta-nos muitas unidades de sangue e plaquetas, principalmente”.

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