IPO de Lisboa reclama há mais de um ano 10 ME para tratamentos e obras

Dinheiro pertence ao Fundo de Pagamento de dívidas, mas ainda não foi autorizado pelas Finanças
12 de maio de 2014 - 09h40



O Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa reclama, há mais de um ano, a utilização dos 10 milhões de euros que tem aplicados no Fundo de Apoio ao Sistema de Pagamento (FASP) da saúde para investimentos na instituição.



De acordo com o presidente do conselho de administração do IPO de Lisboa, Francisco Ramos, neste Fundo – criado quando o administrador estava no governo, na equipa do socialista António Correia de Campos – está aplicada “parte do capital” da instituição.



Logo após assumir funções neste IPO, em março de 2012, Francisco Ramos solicitou autorização ao Ministério das Finanças para utilizar os 10 milhões de euros, um uso que está definido na lei para aplicação em investimentos na unidade de saúde.



“Já solicitei o dinheiro de volta há muito tempo. Mas ainda não foi autorizado”, disse.



Entre os investimentos que o IPO necessita está a área de radioterapia, “fundamental para reduzir a despesa que hoje é feita com a aquisição de serviços a entidades privadas nesta área”.



O IPO de Lisboa ainda tem por realizar obras nas instalações, estando em curso melhoramentos na área do internamento.



“Estamos muito longe” dos objetivos desta administração, disse, esperando obter financiamento para dar ao IPO de Lisboa “condições para os próximos dez anos, dando tempo para o país recuperar condições para voltar a pôr na agenda um novo IPO de Lisboa”.



Por SAPO Saúde com Lusa



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artigo do parceiro: Nuno Noronha

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