IPO de Lisboa com mais tecnologia e médicos, mas faltam administrativos

O administrador do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa congratulou-se esta sexta-feira com o investimento tecnológico e de pessoal da saúde que a instituição recebeu, mas reconheceu as dificuldades que a falta de trabalhadores administrativos e operacionais causa à instituição.
créditos: ANTÓNIO COTRIM/LUSA

“Há áreas que podem parecer menos importantes, mas são igualmente indispensáveis ao bom funcionamento das instituições”, disse Francisco Ramos aos jornalistas no final de uma cerimónia em que o ministro da Saúde entregou a medalha de Serviços Distintos Grau de Ouro ao IPO de Lisboa.

Francisco Ramos reconheceu que houve uma redução de recursos humanos, entre 2010 e 2014, mas que em 2015 esta situação melhorou, registando-se mais 40 trabalhadores do que no ano passado.

O administrador esclareceu que a falta de médicos nunca foi o maior dos problemas nesta área, mas sim ao nível das profissões de apoio, m que “houve reduções muito grandes, com mais dificuldades nas autorizações para recrutar”.

A cerimónia de hoje contou ainda com a inauguração de dois aceleradores lineares, que, ao juntarem-se aos quatro já existentes, “recompõem a capacidade do IPO de Lisboa em radioterapia”.

Este IPO deixa assim de precisar de recorrer a entidades privadas para assegurar este serviço aos seus doentes, o que deverá resultar numa poupança de três milhões de euros anuais.

Segundo Francisco Ramos, as duas máquinas irão responder a mais mil doentes por ano e assegurar uma resposta aos 3.000 que anualmente necessitam de receber radioterapia nesta instituição.

Por ano, o IPO de Lisboa recebe cerca de 6.000 novos doentes.

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