IPO de Coimbra quer investir 37,6 milhões em remodelação

O presidente do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Coimbra, Manuel António da Silva, afirmou hoje que esta instituição quer investir 37,6 milhões de euros num projeto de remodelação de equipamento e instalação de uma unidade de tratamento.
créditos: LUSA

O projeto de 37,6 milhões de euros, em que é assegurado o autofinanciamento de 65%, permite a substituição de dois aceleradores lineares, equipamento de imagiologia e medicina nuclear e remodelação das áreas cirúrgicas.

O investimento prevê ainda a ampliação do edifício de oncologia e aquisição de uma unidade de tratamento designada por Tomoterapia, que "será a primeira do tipo a ser instalada em Portugal", sublinhou Manuel António da Silva, que falava durante a assinatura de um protocolo com o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Presente na cerimónia, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, frisou que o Governo decidiu fazer um aumento de capital do IPO com o objetivo de apoiar este investimento.

"Estamos a falar de futuro, de investimento e inovação, de novos acordos e sinergias" e novas formas de "colaboração", que beneficiam "sobretudo os doentes", referiu o ministro, que aproveitou a ocasião para entregar ao IPO de Coimbra a medalha de ouro do Ministério da Saúde.

Apesar do investimento, o IPO de Coimbra sente uma carência de recursos humanos.

Durante a cerimónia, Manuel António da Silva alertou para a falta de efetivos no quadro de pessoal, considerando que a escassez de recursos tem causado "fortes constrangimentos".

O IPO de Coimbra tinha 912 efetivos no quadro de pessoal em 2014, menos 100 do que o previsto pelo quadro de pessoal aprovado em agosto desse mesmo ano (1.012 lugares), o que faz com que o atual número de efetivos esteja aquém do necessário, sublinhou.

Na carreira médica, "das 21 necessidades identificadas, foram atribuídas apenas seis vagas ao IPO de Coimbra", sendo que a carência é especialmente sentida nas "especialidades de anestesiologista, cardiologia, cirurgia plástica e reconstrutiva, ginecologia e pneumologia", apontou.

Segundo Manuel António da Silva, há também necessidades de contratação de técnicos de diagnóstico e terapêutica, enfermeiros e assistentes operacionais.

A escassez de recursos tem "potenciais consequências na prestação de cuidados e no aumento de tempo médio de lista de espera cirúrgica", salientou.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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