Investigadores estudam necessidades e dificuldades de pais de crianças com cancro

Taxa de sobrevivência no cancro infantil ronda os 70-80%
1 de outubro de 2013 - 13h50



Investigadoras da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto estão a desenvolver um estudo que pretende compreender a vivência dos pais de crianças ou adolescentes com doença oncológica em fase de remissão.



Segundo as autoras desta investigação, o período de remissão envolve sentimentos ambivalentes, ou seja, a celebração e a esperança por um lado, e a incerteza e o medo por outro, sentidos tanto pelos pais como pelas crianças ou adolescentes e pela família em geral. Para além disso, é nesta fase que a família recebe menos suporte social e emocional por parte dos profissionais de saúde.



Assim, tendo em conta que até na investigação a fase de remissão é menos privilegiada do que as fases de diagnóstico e tratamento, este estudo pretende “conhecer as necessidades e dificuldades das famílias nesta fase”.



“Procura-se deste modo contribuir para o desenvolvimento de respostas mais adequadas às necessidades sentidas pelas famílias e em particular pelos pais”, acrescentam.



A participação no estudo é voluntária e todas informações fornecidas serão confidenciais e para uso exclusivo desta investigação. A sessão para a qual se pede a sua colaboração terá a duração de aproximadamente 60 minutos.



O estudo está a ser realizado por Catarina Almeida e Silva e Sara Fontoura, sob a orientação de Marina Serra Lemos.



As investigadoras salientam ainda que, como resultados dos progressos no tratamento da doença oncológica, verifica-se que o número de crianças ou adolescentes que recuperam com sucesso da doença é cada vez mais elevado. Neste momento, a taxa de sobrevivência ronda os 70-80%.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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