Investigadores de Coimbra selecionam espermatozóides mais eficientes para reprodução assistida

Descoberta contribui “para o aumento da eficácia das técnicas de reprodução assistida”

Uma equipa de investigadores da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma técnica que facilita a seleção dos espermatozóides mais eficientes para fertilização na reprodução assistida, disse fonte universitária.

De acordo com uma nota do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC, “nem todos os espermatozóides são iguais” e a nova estratégia “permite identificar os espermatozóides funcionais, isto é, capazes de fertilização”, refere.

O critério de seleção utilizado, segundo o documento, baseia-se na funcionalidade das mitocôndrias – constituintes responsáveis pela produção de energia – das células reprodutoras.

“Este trabalho reveste-se de grande importância dado que esta técnica vem possibilitar a seleção de sub-populações de espermatozóides, contendo unicamente gâmetas funcionais, o que até hoje não tinha sido conseguido”, destaca, citando João Ramalho-Santos e Ana Paula Sousa, respetivamente coordenador da equipa de investigadores e primeira autora do estudo.

Os especialistas adiantam que a descoberta contribui “certamente para o aumento da eficácia das técnicas de reprodução assistida”.

Alegam que apesar de, aparentemente, todos os espermatozóides serem iguais “isso não é verdade”.

“Na realidade existem várias sub-populações de espermatozóides com características bioquímicas e fisiológicas distintas, e pensa-se que apenas uma pequena percentagem é capaz de levar a cabo uma fertilização com sucesso”, sustentam.

A investigação, publicada na passada quarta-feira na revista científica Public Library of Science One (PLoS One), foi liderada pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular e Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra.

A equipa multidisciplinar integrou ainda especialistas da Faculdade de Medicina e o Serviço de Reprodução Humana dos Hospitais da Universidade de Coimbra, Centro de Histocompatibilidade do Centro e Unidade de Reprodução Humana da Fundação Tambre (Madrid).

25 de março de 2011

Fonte: LUSA/SAPO

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