Investigadora portuguesa inventa teste rápido ao tipo de sangue

Investigadora quer avançar com a produção do sistema em Portugal
23 de abril de 2013 - 13h52



Uma investigadora da Universidade do Minho inventou um dispositivo portátil que permite em poucos minutos detetar o grupo sanguíneo da pessoa analisada, tendo sido selecionada para participar na maior competição tecnológica mundial dirigida a estudantes do ensino superior.



Ana Ferraz, aluna de doutoramento na Universidade do Minho, ganhou a final nacional da edição 2013 da Microsoft Imagine Cup e irá representar Portugal na final internacional que decorrerá em São Petersburgo, na Rússia, entre 08 e 11 de julho.



A investigadora explicou à Lusa que “o procedimento demora no máximo cinco minutos, tem baixo custo e é adequado a situações de emergência. É um sistema bastante pequeno, fácil de transportar e que pode ser usado em diferentes serviços hospitalares, em qualquer ambulância ou até no local do acidente”.



Ana Ferraz acrescentou que “a aplicação desenvolvida pode estar no telemóvel, num tablete ou num PC, de onde se envia a mensagem para qualquer laboratório com o resultado do teste”.



Além de detetar o grupo sanguíneo, a dispositivo “fornece informações precisas que pretendem auxiliar os profissionais de saúde em situações de emergência, reduzindo os riscos de incompatibilidade e erro humano, nomeadamente em situações de transfusão”.



“Gostaria de arranjar investidores e poder avançar com a produção deste sistema, criar uma empresa em Portugal, criar postos de trabalho, assegurando também o meu futuro”, sublinhou, manifestando-se confiante que a sua participação na final mundial das olimpíadas de software, na Rússia, lhe possa trazer vantagens a este nível.



A investigadora disse que, contrariamente ao equipamento tradicional, esta sua invenção, além de célere e portátil, não representa grandes custos, referindo que o protótipo lhe custou “apenas 130 euros”.



“For a Better World” é o nome desta solução tecnológica que Ana Ferraz começou a desenvolver ainda na fase da sua licenciatura, no Instituto Politécnico do Cávado e Ave.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários