Investigador americano quer parceria com Portugal na área do cancro

O presidente do MD Anderson Cancer Center da Universidade do Texas, considerado um dos maiores centros de tratamento, investigação e educação médica em oncológica, vai estar na quarta-feira no Porto para propor parcerias de investigação na área do cancro.
créditos: AFP/ PHILIPPE HUGUEN

Fonte da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), onde se vai realizar a reunião, disse hoje à Lusa que Ronald de Pinho vem acompanhado por uma delegação de cinco investigadores com o objetivo de estabelecer parcerias entre instituições nacionais e a entidade norte-americana.

Nesta sessão, que se realiza a pedido do MD Anderson Cancer Center, vão estar também representantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), do Instituto de Patologia e Imunologia (Ipatimup) e do Instituto Nacional de Engenharia Biomédica, todos ligados à Universidade do Porto.

O professor e investigador Ronald de Pinho é filho de portugueses dos arredores de Ovar, emigrados nos Estados Unidos. Reconhecido internacionalmente, o investigador passou 14 anos no Dana-Farber Cancer Institute, onde fundou o Belfer Institute for Applied Cancer Science antes de se juntar ao MD Anderson. Foi também professor na Universidade de Harvard e no Albert Einstein College of Medicine (EUA).

Em 2014, o MD Anderson Cancer Center ficou em segundo lugar na pesquisa “Melhores Hospitais” para o tratamento do cancro, publicado na revista US News & World Report. O centro ocupa ainda o primeiro lugar no número de bolsas do National Cancer Institute, com um investimento acima de 670 milhões de dólares (cerca de 539 milhões de euros) em pesquisa no ano de 2013.

Cerca de sete milhões de pessoas são vítimas de cancro anualmente. O MD Anderson Cancer Center promoveu o tratamento de cerca de um milhão de pacientes desde 1944 e detém o maior programa de ensaios clínicos dos Estados Unidos.

A sessão é organizada pela Embaixada dos Estados Unidos e pelo Ministério da Saúde de Portugal, em colaboração com a FMUP.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários