Internacionalização financiará 05% do Centro Hospitalar de Coimbra em 2015

Algumas unidades do centro hospitalar estão sem listas de espera e têm reconhecimento internacional
28 de novembro de 2013 - 10h11
O Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) está a apostar na internacionalização com um programa que deverá permitir atingir 05% do seu financiamento, equivalente a cerca de 15 milhões de euros, em 2015.
“O plano estratégico” aponta para que, “em 2015, 05% do financiamento seja com base nos resultados da internacionalização”, afirmou hoje à agência Lusa o presidente do Conselho de Administração do CHUC, José Martins Nunes.
O Centro “definiu o posicionamento da marca CHUC, apostando de forma determinada em quatro áreas de internacionalização”, sublinhou o responsável, referindo que uma dessas áreas é a da “prestação de cuidados médicos altamente diferenciados” nas especialidades que dispõem de “capacidade instalada”, não têm listas de espera e possuem “reconhecimento nacional e internacional”.
Nestas condições, estão os transplantes de dadores vivos hepáticos e renais, as cirurgias cardiotorácica, de reabilitação de género, de epilepsia e de tumores oculares, e cardiologia de intervenção, explicitou o presidente do CHUC.
Além da prestação daqueles cuidados médicos, o CHUC também está a investir na internacionalização da investigação e ensaios clínicos, na formação biomédica avançada e na consultoria técnica e científica.
Em relação aos ensaios clínicos, o CHUC prevê atingir em 2013 uma faturação da ordem dos 2,4 milhões de euros, adiantou Martins Nunes, sublinhando que, no entanto, nesta área, “não se começou do zero, começou-se num patamar com algum significado”, mas parte daquele montante “resulta diretamente da internacionalização”.
Em Coimbra, “já estão as primeiras 16 de um grupo de 120 parteiras angolanas” a receber formação biomédica, no centro de simulação do CHUC, ao abrigo de um acordo com Angola, no âmbito deste programa de internacionalização, referiu o clínico.
Adiantou também que “já há protocolos em curso” e em negociação no âmbito da consultoria, com diversas entidades, designadamente de alguns países europeus.
Com o programa de internacionalização, “pretende-se facilitar o acesso dos doentes a terapêuticas inovadoras, potenciar a valorização científica e curricular dos profissionais, promover uma cultura de excelência no ensino, na investigação e na prestação de cuidados, e diversificar as fontes de financiamento”, salientou o presidente do CHUC.
“Importa ainda criar e reforçar progressivamente uma rede de intercâmbio de experiências e competências em saúde, particularmente com os profissionais e instituições com as quais existem laços históricos e afetivos”, sustentou Martins Nunes, assegurando que o objetivo é “contribuir para um hospital sustentável e de excelência, que se afirme como uma referência internacional”.
No âmbito da sua estratégia de internacionalização, o CHUC vai promover, na terça-feira, o “Fórum inovação e internacionalização em saúde”, para “incentivar o debate” sobre o seu papel para contribuir para “uma política nacional de inovação e internacionalização em saúde” (inserida na estratégia definida pelo Ministério da Saúde, em “estreita articulação” com os ministérios dos Negócios Estrangeiros, da Economia e do Emprego e da Educação e Ciência).
O fórum, que decorrerá entre as 09:30 e as 17:30, no auditório do Hospital Pediátrico (um dos estabelecimentos que, com os hospitais da Universidade e Geral e as maternidades Bissaya Barreto e Daniel de Matos, entre outros, integra o CHUC), constará de seis conferências, em que participam especialistas nacionais e estrangeiros.
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

Comentários