Instituto do Sangue apela a dádiva face a quebra nas colheitas

O Instituto Português do Sangue e da Transplantação apelou à dádiva de sangue, devido à quebra nas colheitas nesta altura do ano, com as constipações e as gripes a afastarem dadores regulares.

Segundo uma nota do IPST, as dádivas de sangue "têm diminuído sucessivamente", caindo a reserva nacional das 17.620 unidades, do início do ano, para as 11.240 unidades, hoje à tarde.

Os grupos sanguíneos nos limites inferiores aos desejáveis são o 0-, o 0+ e o A-, com reservas para cinco a seis dias, precisou à Lusa o presidente do IPST, Helder Trindade, frisando que a não reposição das reservas pode levar ao adiamento de cirurgias dentro de "uma semana ou duas".

Helder Trindade esclareceu que a diminuição das dádivas, normal nesta época do ano, se manifestou na última semana de janeiro e nos primeiros dias de fevereiro, devido às habituais constipações e gripes, que, disse, levaram os dadores regulares a recusarem dar sangue.

"Sabemos que a próxima semana não vai alterar o fluxo de dadores - pelo contrário, é Carnaval", lembrou, assinalando que "a gripe vai continuar a deixar sequelas".

O presidente do IPST apela, neste sentido, aos dadores não regulares para que reforcem a sua dádiva o mais breve possível.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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