Inovação em Saúde em discussão no congresso internacional de Leiria

Congresso conta com a participação de especialistas de diversos pontos do mundo
17 de abril de 2014 - 11h51
"Desafios e Inovação em Saúde" é o tema do 2.º Congresso Internacional de Saúde do Instituto Politécnico de Leiria (IP Leiria), que se realiza nos dias 9 e 10 de maio, no campus 2, e conta com mais de 600 participantes de vários pontos do mundo.
A iniciativa, organizada pela Unidade de Investigação em Saúde (UIS), da Escola Superior de Saúde (ESSLei), discute os paradigmas relacionados com a distribuição e acesso aos serviços de saúde, e as questões técnicas, éticas e políticas associadas à aplicação das novas tecnologias em saúde.
"Este congresso tentou afastar-se da ideia de ser apenas mais um encontro em saúde, igual a tantos outros. A inovação é o mote e procuramos encontrar trabalhos que tragam algo, não só novo, mas também de inovador", referiu o presidente da comissão organizadora, Jaime Ribeiro.
Segundo revelou, neste momento, estão "600 inscritos confirmados". "Se adicionarmos convidados, patrocinadores e elementos envolvidos na organização, teremos cerca de 700 pessoas no congresso", destacou.
A falta de um centro de congressos na região levantou um problema à organização, que optou por dividir o congresso pelos auditórios da Escola Superior de Saúde e Escola Superior de Tecnologia e Gestão, ambos no campus 2.
"O principal problema logístico prende-se com a capacidade para acolher uma reunião desta magnitude. Verifica-se a necessidade de haver um centro de congressos em Leiria que permita a realização de sessões plenárias com grande número de participantes e que possibilite no mesmo local a realização de sessões paralelas", adiantou o organizador.
O congresso irá contar com a participação de especialistas de diversos pontos do mundo. Mais de 400 são portugueses, mas 118 chegam do Brasil. Garantidas estão também as presenças de investigadores de Espanha, Itália, Irlanda, França, Chile e Japão.
"Este congresso procura sobretudo fomentar a partilha e a transversalidade do conhecimento científico e das boas práticas na área da saúde", afirmou Jaime Ribeiro.
Segundo o responsável, o evento "procura também estimular a interdisciplinaridade entre as diferentes áreas científicas, de modo a beneficiar todos aqueles que recorrem aos profissionais de saúde", pois "só a complementaridade entre as diferentes profissões, conseguida com uma profícua partilha de conhecimento, faz sentido".
Esta reunião científica tem ainda como objetivo fazer com que "os participantes, investigadores e todos os demais interessados partilhem as suas ideias, investigações e experiências sobre saúde, contribuindo para o desenvolvimento das práticas, educação e investigação".
Para este congresso foram submetidos 804 resumos, dos quais 583 irão ser publicados na Revista de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. "A aposta numa revista de renome, indexada e com fator de impacto contribuiu efetivamente para o sucesso deste congresso", considerou Jaime Ribeiro.
Os trabalhos selecionados incidem, sobretudo, em literacia em saúde, “e-theraphy”, qualidade de vida e bem-estar, intervenções de saúde na comunidade, mensuração e tomada de decisão, etnicidade e saúde, plataformas tecnológicas de construção e partilhas de comunicação e formação clínica - prática simulada.
A Unidade de Investigação em Saúde foi criada em 2010 e é uma das unidades de investigação que compõem o Instituto de Investigação, Desenvolvimento e Estudos Avançados (INDEA), do IPLeiria.
Lusa
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

Comentários