Infarmed retira 20 medicamentos genéricos do mercado

O Infarmed decidiu retirar esta quarta-feira do mercado duas dezenas de medicamentos genéricos, seguindo as recomendações da Agência Europeia do Medicamento (EMA), devido a problemas detetados nos ensaios clínicos.
créditos: Lusa

Na sexta-feira passada, a EMA recomendou a suspensão de centenas de genéricos (veja aqui a lista completa em .pdf), dos quais 64 estão disponíveis para comercialização em Portugal, mas o Infarmed ainda não tinha tomado nenhuma decisão, por considerar que "a análise de risco não evidenciou existir falta de segurança ou eficácia".

De acordo com o Infarmed, dos 64 fármacos autorizados para comercialização em Portugal, apenas 20 se encontravam no mercado.

No entanto, esta manhã, em conferência de imprensa, o presidente do Infarmed, Eurico Castro Alves, anunciou a suspensão dos 20 fármacos no mercado, sublinhando que apesar da decisão não há qualquer evidência de problemas associados a estes medicamentos.

"Se tivesse havido qualquer efeito adverso em qualquer doente já se tinha sabido", garantiu Eurico Castro Alves, acrescentando ainda que "esta é uma medida de segurança, cautela e prevenção".

Em causa está uma inspeção da EMA realizada a 1000 medicamentos da farmacêutica GVK Biosciences, na Índia, que detetou irregularidades na forma como esta empresa conduzia os ensaios clínicos a vários medicamentos que circulam na União Europeia.

Entre os 64 medicamentos que a EMA recomenda suspender em Portugal estão analgésicos, anti-histamínicos, neurolépticos, medicamentos para a doença de Parkinson, anti-alérgicos, protetores gástricos, entre outros.

Segundo o responsável do Infarmed, os 20 medicamentos agora suspensos correspondem apenas a um valor residual de 0,3% das vendas de medicamentos em todo o país.

Dos mil medicamentos analisados, EMA recomenda suspensão de 700

Nos 700 medicamentos em que a informação disponibilizada à Agência Europeia do Medicamento foi considerada insuficiente, o regulador europeu recomenda a suspensão da sua comercialização.

A única exceção está relacionada com os medicamentos que são considerados essenciais para os doentes e em que não há alternativas. Nestes casos a vigilância dos doentes deve ser mais apertada, ainda que a EMA assegure que "não há evidência de falta de segurança ou de eficácia" dos medicamentos em causa.

Comentários