INEM ensina manobras de reanimação para pôr população a salvar vidas

INEM costuma dar apenas formação a profissionais, mas vai agora dar também a cidadãos comuns

13 de fevereiro de 2014 - 10h12

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) está a ensinar manobras de reanimação para pôr a população a salvar vidas, disse o porta-voz da instituição, considerando este um passo para “consciencializar e formar” sobre suporte básico de vida.

“É, seguramente, reduzido o número de pessoas que sabe fazer as manobras de reanimação e este é um passo para começar a consciencializar e formar as pessoas”, disse à agência Lusa Pedro Coelho dos Santos.

O responsável apontou a importância da iniciativa – que se realiza em centros comerciais do país -, justificando com a existência de estudos demonstrativos de que “a probabilidade de sobrevivência de uma vítima em paragem cardiorrespiratória a quem são feitas manobras de reanimação precocemente aumenta de forma muito significativa”.

“Por outro lado, está estudado que, numa vítima em paragem cardiorrespiratória, por cada minuto que passa sem ter manobras de reanimação, a sua possibilidade de sobrevivência decresce cerca de 10% ao minuto”, destacou.

Explicando que a vítima em paragem cardiorrespiratória “não respira e não tem pulso”, Pedro Coelho dos Santos salientou que, ao não fazer-se nada à pessoa, “a situação não vai alterar-se por si, pelo que as manobras de reanimação são fundamentais”.

“Para aprender a salvar uma vida há três passos fundamentais, o primeiro é identificar a situação de paragem cardiorrespiratória, o segundo é ligar o número 112 - se não se pedir ajuda, ela não vai chegar – e, por fim, ensinar as pessoas a fazer as manobras”, esclareceu.

As manobras de reanimação ou o suporte básico de vida limitam-se a “compressões cardíacas e respiração boca-a-boca”, informou o porta-voz do INEM, observando: “São manobras simples, qualquer leigo que não profissional de saúde pode aprender e fazer toda a diferença em salvar a vida”.

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