Ida à urgência poderá custar mais de 40 euros

As recomendações do FMI não violam a Constituição
11/01/2013 - 10h17



O FMI recomenda que os portugueses paguem mais pelo acesso a cuidados de saúde e, seguindo os limites legais, o valor cobrado nas taxas moderadoras desses serviços pode chegar aos 49 euros.



O aumento das taxas moderadoras cobradas ao utente é uma das sugestões do FMI para travar o "consumo excessivo" de cuidados de saúde. Segundo o organismo, as atuais taxas são baixas, representam 2% da despesa global, e há margem para subi-las sem violar a lei.



De acordo com a Constituição, as taxas moderadoras não podem ultrapassar um terço dos preços do Serviço Nacional de Saúde, o que significa que o custo a pagar pelo utente no caso de uma urgência polivalente pode chegar aos 49 euros, avança esta sexta-feira o Jornal de Notícias.



Uma urgência de um hospital central custa, no mínimo, 121,81 euros ao Estado.



Antes de janeiro de 2012o preço das taxas moderadoras no caso de uma urgência polivalentenão chegava aos 10 euros.Atualmenteo valor desse serviçoronda os 20 euros.



Os peritos do FMI acreditam que os portugueses podem pagar taxas mais elevadas de maneira a travar o “consumo excessivo” de cuidados, defendendo que as atuais isenções devem ser revistas.



Na prática, passaria a ser mais barato recorrer a alguns hospitais privados – que recentemente baixaram os preços para atrair mais doentes.



Em 2012, as taxas moderadoras duplicaram nas urgências hospitalares e nos centros de saúde, o que levou à quebra de 500 mil atendimentos nas urgências e 911 mil consultas nos centros de saúde.



Nuno de Noronha
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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