Hospital de Évora realiza implante de terapia inovadora para insuficiência cardíaca

Risco de desenvolver doença coronária aumenta com a idade
6 de maio de 2013 - 16h29



O Serviço de Cardiologia do Hospital do Espírito Santo de Évora realizou na quinta-feira o primeiro implante de um dispositivo de ressincronização cardíaca com desfibrilhador (CRT-D), terapia utilizada no tratamento de doentes com insuficiência cardíaca, uma das principais causas de internamento hospitalar.



Com o implante do novo dispositivo, esta unidade hospitalar torna-se um dos primeiros centros na Península Ibérica a disponibilizar aos seus doentes um pacemaker com desfibrilhador, tecnologicamente avançado, que se ajusta automaticamente às necessidades do paciente a cada minuto, permitindo uma melhor resposta à terapia da Insuficiência Cardíaca Congestiva Grave.



Para além da otimização automática, o aparelho de tamanho reduzido e design anatómico (por isso mais confortável para os pacientes), apresenta maior longevidade, comparado com outros modelos utilizados atualmente.



De acordo com Pedro Dionísio, médico cardiologista, responsável pela Unidade de Pacing e Arritmologia do Hospital do Espírito Santo de Évora, “este é mais um importante passo para a Unidade de Pacing do Hospital de Évora e reforça a aposta na disponibilização de tecnologias inovadoras na área do pacing cardíaco".



Aparelho evita eventuais cardio-respiratórias



O CRT-D é um dispositivo médico que permite, por um lado, o tratamento da insuficiência cardíaca através da terapia de ressincronização e, por outro, graças à sua capacidade de desfibrilhação (administração de choques), evita eventuais paragens cardio-respiratórias ou episódios de morte súbita, relacionados com arritmias malignas.



A insuficiência cardíaca é uma doença progressiva que afeta doentes cujo coração, dilata e perde a força, não conseguindo bombear sangue suficiente para responder às necessidades do organismo. Todos os anos, só na Europa, são diagnosticados mais de 600 mil casos.



O risco de desenvolver a doença aumenta com a idade e calcula-se que mil em cada 100 mil pessoas acima dos 65 anos sofram desta patologia altamente incapacitante.



SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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