Hospital de Coimbra realizou dez cirurgias de mudança de sexo em 2014

A Unidade de Reconstrução Génito-Urinária e Sexual do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra realizou dez cirurgias de mudança de sexo em 2014, informou direção do serviço.

Das dez cirurgias de reatribuição sexual, foram feitas "sete faloplastias [mudança de sexo de feminino para masculino] e três vaginoplastias [mudança de sexo de masculino para feminino]", informou a diretora da Unidade de Reconstrução Génito-Urinária e Sexual (URGUS), Lígia Fonseca.

Segundo a diretora da URGUS, devido a "uma maior visibilidade", há cada vez mais pessoas a terem consultas na unidade e a lista de utentes "tem vindo a aumentar", apesar de nem "todos fazerem a cirurgia".

O processo de mudança de sexo "pode demorar entre dois a quatro anos", dependendo não só de consultas de acompanhamento, assim como da realização de cirurgias complementares como as mastectomias (remoção), mamoplastias (aumento) ou histerectomias (remoção do útero).

De momento, a unidade "tem registadas 125 pessoas", com 37 em fase de avaliação, "41 em tratamento hormonal e 25 em fase de cirurgias", referiu a URGUS, em comunicado enviado à agência Lusa.

Única unidade pública do país a fazer reatribuição sexual

A URGUS, constituída em 2011, é a única unidade do Serviço Nacional de Saúde que faz a cirurgia de reatribuição sexual, contando com uma equipa multidisciplinar de 11 elementos, com especialistas em sexologia, endocrinologia, ginecologia, cirurgia plástica e reconstrutiva e urologia.

O parlamento debate, hoje, em plenário, um projeto de lei do PS para que as pessoas transexuais tenham os mesmos direitos no acesso ao emprego e no trabalho, para acabar com a discriminação.

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