Hospital de Aveiro vai ter mais um edifício em vez de um complexo novo

O presidente do Centro Hospitalar do Baixo Vouga, Aurélio Rodrigues, anunciou hoje a intenção de construir um novo bloco no Hospital de Aveiro e reabilitar os hospitais de Estarreja e Águeda.

Em conferência de imprensa para um balanço dos primeiros meses de mandato do novo Conselho de Administração, Aurélio Rodrigues assumiu que não partilha da ideia de ser construído um novo hospital na cidade de Aveiro, mas revelou que está a ser preparado projeto de ampliação do Hospital D. Pedro, com um novo bloco, destinado à consulta externa e ao hospital de dia.

No horizonte do conselho de administração a que preside está igualmente a reestruturação e reabilitação dos hospitais de Estarreja e Águeda, no quadro de um novo plano estratégico do centro hospitalar a ser submetido à tutela, elaborado em diálogo institucional com as autarquias e após serem ouvidos os profissionais de saúde.

Aurélio Rodrigues adiantou que o volume de necessidades detetadas pressupõe que o novo plano estratégico tenha um horizonte temporal de cinco anos, até pela dimensão financeira a que obrigará.

“O plano que vier a ser proposto será construído com todos os atores que operam na região”, garantiu, avançando, no entanto, que a construção de raiz de um novo hospital em Aveiro “está fora da agenda”.

Em vez disso, Aurélio Rodrigues revelou que vai ser elaborado o projeto para ampliar o atual Hospital Infante D. Pedro, com um novo módulo com uma área de cerca de 1.800 metros quadrados, para alojar o hospital de dia e a consulta externa, serviços que se encontram espalhados por diferentes pisos, com perdas de funcionalidade e dispersão dos recursos humanos.

O novo módulo irá permitir a ampliação e reorganização de outros serviços e acabar com “a devassa” de áreas de internamento por doentes da consulta externa.

Quanto à localização escolhida será a área disponível do heliporto, que não funciona por deficiências técnicas, em detrimento da solução que vinha sendo apontada de alargar o Hospital para os antigos Armazéns Gerais da Câmara.

“É a opção funcionalmente mais prática, com comunicação entre os edifícios, mais rápida de concretizar e mais económica”, defendeu o presidente do Conselho de Administração.

O novo edifício a construir deverá ter dois pisos de estacionamento subterrâneo, com capacidade para 350 lugares, além do parqueamento à superfície e um acesso direto à Avenida da Universidade, o que irá aliviar o constrangimento da “rotunda do Hospital”.

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

Comentários