Hospital confirma que falta de médico impediu uso de VMER das Caldas da Rainha

O hospital não avançou ainda as causa da morte do homem de 39 anos
2 de maio de 2014 - 12h18



O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) confirmou hoje, em comunicado, que a VMER das Caldas da Rainha esteve um período inoperacional na segunda-feira, e que um doente, que acabou por morrer, teve de ser transportado ao hospital pelos bombeiros.



“Lamentavelmente (…), na manhã do dia 28 de abril a VMER (Viatura Médica de Emergência e Reanimação) das Caldas da Rainha esteve inoperacional por um período de cerca de duas horas, entre as 08:00 e as 10:00, por falta de médico”, admitiu hoje o conselho de administração (CA) do CHO em comunicado.



O hospital reagiu, assim, ao caso hoje noticiado pelo Diário de Notícias (DN) segundo o qual a VMER foi, naquele período, acionada pelo 112, para socorrer uma vítima mas que, por falta de médico, teve de ser transportado ao hospital numa ambulância dos bombeiros.



No comunicado, o CA confirmou que “o socorro e o transporte do utente foram geridos pelo CODU (Centro de Orientação de Doentes Urgentes)” e que o doente “chegou ao Hospital transportado pelos bombeiros”, tendo o óbito sido confirmado no serviço de urgência (SU).



De acordo com o DN, o homem, de 39 anos, terá sido vítima de hemorragias e de uma paragem cardiorrespiratória que levaram a mulher, enfermeira no hospital das Caldas da Rainha, a acionar o 112.



O hospital não avançou ainda as causa da morte que, refere o comunicado, “será apurada pela autópsia realizada pelo Instituto de Medicina Legal”.



Segundo o mesmo comunicado, o CHO tem adstritas duas VMER, uma no hospital das Caldas da Rainha e outra na unidade de Torres Vedras, que registam, desde janeiro deste ano, “uma taxa de operacionalidade de 97% e 99%, respetivamente”.



O hospital adiantou, ainda, que está “a fazer o levantamento dos recursos humanos médicos existentes com a formação exigida” para dar cumprimento ao despacho que atribui aos diretores das urgências a responsabilidade pelas escalas das viaturas médicas de emergência e reanimação.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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