Hospitais públicos gastaram menos 6,7% em medicamentos no 1.º trimestre

Centro Hospitalar de Lisboa Norte e Centro Hospitalar do Porto foram os que mais pouparam
9 de maio de 2014 - 14h01



A despesa com medicamentos nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) diminuiu 6,7% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados oficiais.



O relatório de março da Autoridade do Medicamento (Infarmed) relativo ao consumo de medicamentos em meio hospitalar, a que a agência Lusa teve acesso, mostra que a despesa nos três primeiros meses de 2014 foi de 240,4 milhões de euros, que corresponde a uma variação homóloga de -6,7%.



O Centro Hospitalar de Lisboa Norte (que integra o Santa Maria) e o Centro Hospitalar do Porto foram os que mais contribuíram para o decréscimo da despesa neste primeiro trimestre, com reduções de 11,8% e 19%, respetivamente.



Apesar da redução global, das 46 entidades hospitalares analisadas no relatório, há 18 que registaram acréscimo de despesa com medicamentos no primeiro trimestre do ano.



Entre os que aumentaram a sua despesa em termos percentuais, destacam-se o Instituto de Oftalmologia Dr. Gama Pinto, o Centro de Medicina e Reabilitação da Região Centro e o Instituto Português de Oncologia de Coimbra.



O relatório do Infarmed salienta que o decréscimo da despesa hospitalar se observa desde maio de 2013, decorrendo “provavelmente das medidas implementadas relativas à definição e revisão dos preços dos medicamentos hospitalares assim como do acordo estabelecido entre o Ministério da Saúde e a Indústria Farmacêutica”.



Do total da despesa com fármacos nos hospitais do SNS, a despesa em ambulatório representou 75% do total, com 181 milhões de euros. No ambulatório engloba-se a consulta externa, o hospital de dia e a cirurgia de ambulatório.



O peso do ambulatório hospitalar fica a dever-se, essencialmente, aos gastos com remédios para a infeção VIH/sida, para a oncologia e artrite reumatoide.



Contudo, a nível isolado, os medicamentos para o VIH/sida tiveram um decréscimo na despesa de 11,4%, sobretudo devido à redução dos preços médios destes fármacos.



Já os medicamentos para a artrite reumatoide e outras doenças específicas, como espondilite anquilosante ou a psoríase em placas, viram aumentar a sua despesa.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários