Hospitais precisam de equipas fixas e separação de doentes nas urgências

A porta-voz do BE defendeu esta quarta-feira que os hospitais devem ter equipas médicas e de enfermagem fixas nas urgências e um sistema de separação de doentes, apontando como exemplo o Hospital de São Francisco Xavier.

Catarina Martins falava aos jornalistas no final de uma reunião de cerca de uma hora com a administração do Hospital de São Francisco Xavier, em Lisboa.

A deputada bloquista afirmou que se vive "uma situação dramática" nas urgências hospitalares em Portugal e que os problemas transmitidos pelos responsáveis são claros: "Falta de recursos financeiros, falta de autonomia e a situação contratual de médicos e enfermeiros".

"O recurso a ‘outsourcing' e à prestação de serviços dificulta imenso a possibilidade de haver equipas que possam ser geridas para responder às situações complicadas quando há pico de afluxo às urgências", afirmou a líder do BE.

Catarina Martins referiu, no entanto, que o São Francisco Xavier, "tendo problemas como todos os outros", tem "soluções que apontam caminhos alternativos e que têm minorado os problemas nas urgências".

"Há soluções alternativas em campo que devem ser aprofundadas, equipas fixas nas urgências, os hospitais terem equipas médicas e de enfermagem e não recorrerem a ‘outsourcing'e separar os doentes mais graves dos menos graves, o que permite que todos sejam atendidos de forma mais rápida", afirmou.

Acusações ao Governo

A porta-voz do BE acusou ainda o ministro da Saúde, Paulo Macedo, de estar "muito preocupado em cortar no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e muito pouco preocupado sobre como o SNS responde".

"O ministro da Saúde tem dito várias coisas, mas o que vemos é que os hospitais estão a responder cada vez menos e portanto do que precisamos é de compromissos sérios, os hospitais precisam de médicos, de enfermeiros, não podem continuar a recorrer a ‘outsourcing'", insistiu.

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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