Hospitais poupam 23 mil euros por cada bebé nas UCI dando leite materno

Alimentação precoce com leite materno reduz o risco de o bebé desenvolver sépsis em quase 20%
1 de abril de 2014 - 10h31



Dar leite materno aos recém-nascidos internados nos cuidados intensivos reduz a fatura hospitalar em cerca de 23 mil euros por cada bebé internado, além dos efeitos positivos para a saúde das crianças, segundo um estudo norte-americano.



Os dados da investigação realizada no Rush University Medical Center, em Chicago, vão ser apresentados no IX Simpósio Internacional de Aleitamento Materno, que se realiza em Madrid nos dias 4 e 5 de abril.



O estudo veio mostrar que, ao aumentar a dose média diária de leite materno, entre o 1.º e o 28.º dia de vida do bebé, de 25 para 50 mililitros se reduz a despesa hospitalar com os recém-nascidos de baixo peso internados.



Isto porque se comprovou igualmente que a alimentação precoce com leite materno reduz o risco de o bebé desenvolver sépsis em quase 20%.



Segundo algumas das conclusões, a que a agência Lusa teve acesso, os bebés com sépsis têm de estar internados em unidades de cuidados intensivos, em média, mais 28 duas do que os que não são afetados pela doença.



Além dos recursos financeiros que o tratamento intensivo da sépsis requer, os bebés afetados pela patologia correm maior risco de ter outros problemas de saúde ou de desenvolvimento neuronal.



No estudo, realizado durante cinco anos no Rush University Center, participaram 430 pares de mães e bebés prematuros com muito baixo peso.



Em Portugal, a proporção de bebés que nascem prematuros e com baixo peso tem vindo a aumentar nos últimos anos, sendo que anualmente a percentagem de prematuros ronda os oito a 10%.

Comentários