Hospitais operaram mais doentes com cancro, mas tempo de espera aumentou

Dados gerais, hospitais públicos aumentaram a atividade cirúrgica em 4%
5 de março de 2014 - 15h44



Os hospitais operaram, no primeiro semestre do ano passado, o maior número de sempre de doentes com cancro, embora nesta área clínica se tenha registado um aumento do tempo de espera por uma cirurgia, segundo dados oficiais.



De acordo com o Relatório síntese da atividade cirúrgica programada, referente aos primeiros seis meses de 2013, divulgado pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), nesse período registaram-se 330.628 entradas em Lista de Inscritos para Cirurgia (LIC), menos 0,2 por cento do que igual período do ano anterior.



Até junho de 2013, foram operados 281.622 doentes (mais 0,3% do que nos primeiros seis meses de 2012).



A ACSS sublinha que “o número de doentes com cancro operados num semestre, em todo o universo de prestadores - públicos, privados e protocolados - foi o maior de sempre: 22.447 doentes (mais 2,4% face ao período homólogo)”.



Segundo o relatório, o tempo de espera para cirurgias com cancro aumentou, o que “reforça a necessidade de prevenir o aparecimento destas doenças e a continuar a melhorar a articulação entre os cuidados primários e a intervenção hospitalar”.



Ao nível de neoplasias malignas, o documento aponta para um crescimento do número de entradas em LIC: 0,6%.



“Em termos de utentes inscritos com estas doenças, verifica-se um aumento de 6,4%”, refere a ACSS, recordando que “o aumento do número de inscritos é o esperado, considerando a expectava epidemiológica (aumento da prevalência das doenças oncológicas) e o desejável aumento da deteção mais precoce”.



Nos hospitais públicos ocorreu um aumento da atividade cirúrgica de neoplasias malignas, face a igual período de 2012, com mais 2,9%.



A mediana de tempo de espera para doentes com neoplasias malignas foi de mais cinco dias, no primeiro semestre de 2013, face a igual período de 2012.

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