Hospitais admitem recorrer à justiça para garantir tratamento da hepatite C

Cinco hospitais universitários admitem recorrer à justiça para garantir e defender o direito de todos os doentes com hepatite C ao acesso aos tratamentos.
créditos: MARIO CRUZ / LUSA

“Os cinco centros hospitalares universitários, que querem cumprir a sua missão de tratar os seus doentes com equidade, adotarão as medidas legais e outras que considerem adequadas para garantir e defender o direito de todos os doentes ao acesso aos tratamentos”, afirmam os presidentes dos centros hospitalares de São João, do Porto, Universitário de Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central.

Em comunicado, os responsáveis adiantam ser “insustentável” o valor que têm sido obrigados a pagar para o tratamento da hepatite C em Portugal.

“Um preço que retira a capacidade aos mesmos de tratar todos os seus doentes e que obriga à avaliação de medidas de ação”, sustentam.

Os presidentes dos centros hospitalares lembram que a hepatite C “é uma epidemia que afeta gravemente um elevado número de cidadãos que estão à responsabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS)”, sendo que “o estado da arte permite a cura da esmagadora maioria dos doentes com esta patologia”.

Afirmam ainda que os hospitais portugueses, designadamente os universitários, têm feito ao longo dos últimos anos um forte esforço no investimento em tratamentos inovadores, nomeadamente os da hepatite C.

União contra os laboratórios Gilead

O Jornal de Notícia noticiou na quarta-feira a união dos maiores hospitais do país contra a empresa que vende o novo fármaco da hepatite C.

De acordo com o JN, “os hospitais de S. João e de Santo António, no Porto, os Hospitais Universitários de Coimbra, o Hospital de Santa Maria e o Centro Hospitalar Lisboa Central (S. José) decidiram unir-se e tomar uma posição de força contra a farmacêutica norte-americana Gilead Sciences”.

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