H&M garante que roupas infantis com a sua marca cumprem regras nas substâncias químicas

É a segunda marca a negar utilização de químicos prejudiciais à saúde
14 de janeiro de 2014 - 14h54



A empresa sueca H&M garantiu hoje que a roupa de criança comercializada com a sua marca cumpre as regras da União Europeia no que respeita à presença de substâncias químicas classificadas como tóxicas.



A associação ambientalista Greenpeace denunciou hoje ter encontrado produtos tóxicos nocivos à saúde em roupa infantil de várias marcas internacionais vendidas em 25 países, como a Adidas, a Burberry, a Disney, a Primark, a Nike ou a H&M.



Segundo a Greenpeace, as análises mostraram que 61% das peças continham nolilfenol, um grupo de químicos que causam perturbações hormonais, como avançou à agência de notícias espanhola Efe a responsável da campanha de tóxicos da Greenpeace Ásia oriental, Ann Lee.



Numa declaração hoje divulgada, a cadeia sueca salienta que "os níveis de PFC [compostos perfluorados] que a Greenpeace diz ter encontrado nos produtos da H&M testados, (...) não violam quaisquer limites da União Europeia".



A H&M pediu a um laboratório independente para testar os mesmos produtos e "foram encontrados níveis mais baixos da substância".



A multinacional de moda, que tem várias lojas em Portugal, acrescenta que proibiu a utilização de PFC em todas as suas encomendas a partir de janeiro de 2013.



A Adidas, especialista em vestuário desportivo, também já comentou os resultados do estudo da Greenpeace, assegurando que as roupas infantis que comercializa satisfazem os limites legais e são inofensivos.



“Os resultados e as concentrações nomeadas [numa análise feita pela Greenpeace] satisfazem plenamente as exigências legais e, portanto, não causam riscos para a saúde”, afirmou à Lusa uma porta-voz do grupo internacional, Silvia Raccagni.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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