Há dezenas de idosos internados e com alta mas sem terem para onde ir

O Ministério da Saúde anunciou esta quarta-feira que está a dar prioridade à transferência de idosos internados para lares, como forma de libertar camas nos hospitais, revelando que existem dezenas de casos com alta, mas sem terem para onde ir.

Falando aos jornalistas durante a apresentação do “Plano de Prevenção e resposta para o Outono/Inverno – Infeções Respiratórias”, o secretário de Estado adjunto do Ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, disse que a libertação dessas camas é uma das medidas previstas para dar resposta a um possível aumento da atividade gripal e de casos de infeção respiratória.

Fernando Leal da Costa avançou que alguns hospitais relataram a existência de uma ou duas dezenas de casos, dependendo da sua localização.

“Nos hospitais que visitámos, encontrámos um número que varia entre uma e duas dezenas, dependendo da dimensão do hospital e do local onde se situa”, afirmou.

Além da questão da ocupação de camas nos hospitais, que podem ser necessárias para doentes, designadamente em consequência da esperada atividade gripal deste inverno, Leal da Costa sublinhou a vulnerabilidade a novas infeções de um idoso que está internado num hospital já com alta clínica.

Para dar resposta a esta problemática, o Ministério da Saúde e o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social estão a articular-se para acelerar a prioridade de admissão de idosos nos lares, tendo assinado, na terça-feira, um protocolo com esse objetivo.

Na altura, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, anunciou que irá “apoiar a abertura de novas unidades pertencentes ao setor social e solidário”, assim como garantir a manutenção e assistência de vagas em estabelecimentos residenciais para pessoas idosas, para retorno ou primeira residência de quem está internado no Serviço Nacional de Saúde.

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