Gripe perde força, mas vírus respiratórios podem aumentar com o frio

A Direção Geral de Saúde reconheceu esta quinta-feira que as baixas temperaturas previstas para os próximos dias podem levar ao aumento dos vírus respiratórios, mas lembrou que a gripe está em “fase descendente”, recomendando a proteção dos grupos vulneráveis.

“O frio pode ter reflexos importantes na saúde das pessoas, como aumentar a atividade dos vírus respiratórios em circulação, nomeadamente a gripe, mas isso pode não acontecer. A gripe está em fase descendente e pode não haver influência direta das temperaturas nos vírus”, disse, em declarações à agência Lusa, a subdiretora geral da Direção Geral de Saúde (DGS), Graça Freitas.

Apesar de considerar que o pico da gripe já passou, Graça Freitas salientou que as pessoas em risco devem sempre vacinar-se até terminar a época gripal, em março, alertando, porém, que “mesmo sem picos, vai continuar a haver gripe”.

A responsável considerou que o frio, por si só, já provoca alterações nos organismos, lembrando a importância da regulação da temperatura corporal, de forma a estar equilibrada, para não levar a situações de agravamento de doenças já existentes, que podem ter como consequência a morte.

“Nestas alturas de maior frio, há que tentar fazer tudo para ajudar o nosso corpo a manter os mecanismos de termorregulação, e podemos fazer isso com as recomendações gerais habituais”, frisou a responsável.

O tempo frio que está a afetar o continente vai prolongar-se até à próxima terça-feira, tendo levado já a Direção-Geral da Saúde (DGS) e a Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) a fazer recomendações à população.

Aquecer a casa e beber líquidos quentes

Nas recomendações, Graça Freitas sublinhou a importância do aquecimento das casas, com cuidados redobrados para as lareiras e braseiras, a ingestão de líquidos quentes e refeições quentes com mais frequência, evitando as bebidas alcoólicas que “dão a falsa sensação de aquecimento”.

“Vamos tentar todos fazer alguma coisa para contrariar este frio, que não é anormalmente baixo. Não é nenhuma catástrofe em termos de frio. É mais frio que o esperado, e temos de ter cuidados, mas há que não ter pânico em relação a isso”, frisou.

A responsável ressalvou ainda a importância de se protegerem os grupos mais vulneráveis, como as crianças e os idosos, lembrando que estes últimos muitas vezes “já não conseguem regular a temperatura corporal” e como tal não têm “a sensação de frio”.

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