Greve dos médicos com "algum impacto" nos hospitais do Porto

"Serviços mínimos estão assegurados", garante a comissão executiva da FNAM
8 de julho de 2014 - 10h11



Os presidentes dos hospitais de S. João e de Santo António, do Porto, admitiram hoje que a greve dos médicos possa ter “algum impacto” embora considerem ser “ainda cedo para fazer uma avaliação”.



Em declarações aos jornalistas, o presidente do Centro Hospitalar de S. João, António Ferreira, remeteu para o final da manhã a divulgação de dados concreto sobre a adesão à greve que começou às 00:00 e se prolonga até às 24:00 de quarta-feira.



António Ferreira disse que durante a madrugada correu tudo dentro da normalidade e que “só mais tarde se poderá fazer uma avaliação do impacto desta greve”, uma vez que muitos turnos iniciaram-se às 08:00/09:00.



Também o presidente do Centro Hospitalar do Porto/Hospital de Santo António, Sollari Allegro, disse que “as consultas e as cirurgias são marcadas com horas” e que, por isso, “só ao final da manhã será possível fazer a avaliação global”.



“De qualquer maneira, penso que irá ter algum impacto porque há alguma insatisfação por causa dos cortes salariais, mas acredito que terá menor adesão do que a anterior”, acrescentou.



A presidente da Federação Nacional dos Médicos (FNAM), Maria Merlinde Madureira, aconselhou hoje os utentes a não saírem de casa sem confirmar as suas consultas devido à greve dos médicos que se iniciou às 00:00.



“O utente vai ser afetado pela greve, mas não há risco de vida para ninguém e os serviços mínimos estão assegurados”, disse à agência Lusa a presidente da comissão executiva da FNAM, salientando que ainda não existem números de adesão à paralisação.



A greve contra as políticas do Governo, que começou às 00:00 de hoje e decorre até às 24:00 de quarta-feira, foi convocada pela FNAM e conta com o apoio da Ordem dos Médicos, de várias associações do setor, de pensionistas e de doentes.



De acordo com Maria Merlinde Madureira, os serviços mais afetados pela greve são as consultas externas e as cirurgias.



“Aconselho os utentes a não saírem de casa sem ter a certeza de que a sua consulta se vai realizar. Será no setor das consultas e da cirurgia programada que haverá os maiores prejuízos imediatos que serão compensados pela garantia de um futuro melhor na saúde”, sublinhou.



A dirigente da FNAM adiantou que os motivos da greve prendem-se com a defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e dos profissionais e utentes.



Por Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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