Greve de técnicos de diagnóstico com adesão superior a 80%

A greve dos técnicos de diagnóstico e terapêutica está a registar uma adesão acima dos 80%, segundo dados provisórios do sindicato que convocou a paralisação.
créditos: PEDRO NUNES/LUSA

“Está a ultrapassar as nossas melhores expectativas”, disse à Agência Lusa o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde, Almerindo Rego.

O sindicato exige a revisão da carreira, contesta a interrupção de negociações por parte do Ministério da Saúde e reclama da sobrecarga de trabalho, devido à falta de substituição de funcionários que se foram aposentando.

Com os dados recolhidos até às 11:00, os sindicalistas estimam uma adesão acima dos 80%, com unidades a atingirem os 100%, como no caso do Hospital de Beja.

No Hospital de Santa Maria, em Lisboa, a maior unidade do país, a adesão à greve no setor das análises clínicas foi também de 100%, cumprindo-se apenas os serviços mínimos.

À entrada deste hospital encontravam-se pelas 11:00 cerca de duas dezenas de técnicos de diagnóstico e terapêutica, num protesto que pretende dar voz às razoes da greve.

Vestidos com batas brancas, os manifestantes levaram ainda cartazes e faixas onde se podia ler: "Carreira Digna Sim, Discriminação Não" ou "Negociação Séria Sim, Hipocrisia Política Não".

Luís Dupont, sindicalista presente na concentração junto ao Santa Maria, disse à agência Lusa que os profissionais lutam também pela "reposição imediata" das 35 horas semanais, uma reivindicação comum a vários profissionais do setor da saúde e da administração pública.

Relativamente aos motivos específicos, Luís Dupont lembrou que o Ministério da Saúde interrompeu em junho deste ano o processo de negociação com vista à revisão da carreira, que se encontra por atualizar há 14 anos.

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