Governo estuda envolvimento da Força Aérea no combate a incêndios e evacuações aeromédicas

Governo pretende criação de uma estrutura permanente para resgatar e transportar doentes ou feridos

14 de novembro de 2013 - 13h57

O Governo criou um grupo de trabalho para estudar o envolvimento da Força Aérea com meios aéreos para a prevenção e combate a incêndios e evacuações aeromédicas, segundo um despacho hoje publicado em Diário da República.

O grupo de trabalho irá apresentar até 31 de janeiro de 2014 um estudo "com opções para o envolvimento ativo da Força Aérea com meios aéreos na prevenção e combate a incêndios e de evacuações aeromédicas" no continente e ilhas.

O estudo deverá prever também a "articulação dos mesmos meios no âmbito de outras missões de interesse público e respetivo modelo de coordenação e gestão".

O despacho, com data de 29 de outubro, é assinado pelo ministro da Defesa Nacional, Aguiar-Branco, ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e pelo ministro da Saúde, Paulo Macedo.

O Governo pretende a criação de uma "estrutura permanente de combate a incêndios" e uma estrutura permanente que assegure as condições necessárias para resgatar e transportar doentes ou feridos por via aérea, segundo o despacho.

O estudo deve avaliar quais os requisitos necessários para "apoio às forças de segurança" e visa a "utilização flexível e a polivalência de meios entre os diversos tipos de missões", incluindo a "compatibilização com requisitos militares".

O grupo de trabalho será coordenado pelo diretor-geral de Armamento e Infraestruturas de Defesa, general Gravilha Chambel, em representação do ministério da Defesa Nacional e terá, como representante do ministério da Administração Interna o presidente da Autoridade Nacional de Proteção Civil, Silva Couto, com o apoio técnico da Empresa de Meios Aéreos, S.A.

A presidente do Conselho Diretivo do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), Regina Pimentel, e o subchefe do Estado-Maior da Força Aérea, António Revez, completam a composição do grupo de trabalho.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno Noronha

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