Governo começa a eliminar utentes das listas já este mês

Base de dados do registo nacional de utentes tem 12 milhões de utentes
11 de fevereiro de 2013 - 15h39



A limpeza das listas de utentes nos centros de saúde vai iniciar-se na região Centro no dia 20 de fevereiro, anunciou hoje o secretário de Estado da Saúde, após visita ao Centro de Saúde Arnaldo Sampaio, em Leiria.



Manuel Ferreira Teixeira visitou hoje aquele centro de saúde e a respetiva unidade de saúde familiar, onde a Sociedade Artística Musical dos Pousos (SAMP) brindou os utentes com momentos musicais, no âmbito do Dia Mundial do Doente.



À margem da visita, Manuel Ferreira Teixeira anunciou que a limpeza das listas de utentes na região Centro vai iniciar-se "no dia 20 deste mês", um processo que já decorre na região de Lisboa.



"É um processo muito exigente, porque exige um contacto estreito com as pessoas. Não é um processo administrativo" de eliminar as pessoas que "já não vão ao médico há três anos", explicou o secretário de Estado, garantindo que os serviços vão contactar todos os utentes, antes de qualquer eliminação.



Segundo Manuel Ferreira Teixeira, "o Governo comprometeu-se com o objetivo de haver um médico de família para todos os utentes nacionais".



Para alcançar essa meta, "é necessário que as listas de utentes que os médicos têm sejam reais e não incluam falsos utentes". Isto é, "pessoas que faleceram ou que já emigraram".



Quando o Governo concluir este trabalho irá chegar ao número real de utentes e de médicos em falta. "A base de dados do registo nacional de utentes tem 12 milhões de utentes, um número excessivo, apesar dos imigrantes que Portugal tem recebido", adiantou o secretário de Estado, acrescentando que o número rondará os "dez milhões".



Manuel Ferreira Teixeira acredita que, "após o fecho deste exercício, a falta de médicos será menor daquela que o país tem vindo a referir".



O secretário de Estado disse ainda que os projetos novos ou de beneficiação de extensões de saúde e unidades de saúde familiar não dependerão da agregação das freguesias, mas sim do financiamento que for garantido. "Mesmo os projetos em curso terão algum escrutínio, no sentido de ver se existem meios financeiros. Certo é que não se avança para nenhum projeto que não tenha a garantia de haver financiamento disponível", frisou.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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