Glaucoma afeta mais de 100 mil portugueses e consultas são fundamentais

Estudos recentes apontam para a presença da doença em 1,97 por cento das pessoas com mais de 40 anos
5 de dezembro de 2013 - 15h52



O glaucoma, uma das principais causas de cegueira irreversível, afeta mais de 100 mil portugueses, mas a realização periódica de consultas de oftalmologia pode retardar a doença, alertou hoje o presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia, Paulo Torres.



"É fundamental instruir a população em geral para que façam consultas periódicas com o seu oftalmologista para medição da pressão intraocular e avaliação do nervo ótico", sublinhou aquele especialista que, entre hoje e sábado, estará reunido com 700 oftalmologistas no 56.º Congresso Português de Oftalmologia, em Vilamoura.



Em declarações à Lusa, o oftalmologista explicou que o glaucoma é uma doença crónica, silenciosa, na maioria dos casos, progressiva e altamente incapacitante nas suas fases terminais, mas, se for diagnosticada e tratada a tempo, a sua evolução pode ser retardada ao ponto de o doente não perder acuidade visual.



Segundo aquele especialista, estudos de prevalência recentes apontam para a presença da doença em 1,97 por cento das pessoas com idade superior a 40 anos na Europa, incidência que tende a aumentar devido ao envelhecimento da população, sendo o glaucoma uma das principais causas de cegueira irreversível em todo o mundo.



A inflamação intraocular, que é habitualmente consequência de distúrbios imunológicos, e as complicações na visão decorrentes da diabetes, uma das principais causas de cegueira em Portugal, são outros dos temas que estarão em debate até sábado, num hotel de Vilamoura.



Segundo Paulo Torres, quando as lesões de retinopatia diabética atingem a área central da retina, a área nobre da visão, pode surgir a diminuição irreversível da acuidade visual, embora haja tratamentos médicos e cirúrgicos, concluiu.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários