Fundo para investigação clínica vai estar disponível dentro de dois meses

Para o Ministério, a dependência de organismos que têm uma visão comercial não é suficiente

10 de dezembro 2013 - 11h40

O secretário de Estado Adjunto da Saúde anunciou hoje que o fundo para investigação clínica que terá uma verba inicial de um milhão de euros deverá estar disponível dentro de dois meses.

Fernando Leal da Costa apresentou o diploma legal que cria essa verba para investigação clínica durante a abertura do encontro “Horizonte 2020: Inovação, investigação e desenvolvimento - A agenda europeia e a agenda portuguesa para a saúde”.

“Tivemos a ideia de constituir o fundo inicialmente de um milhão de euros para financiar a investigação clínica feita em Portugal, porque, a par dos fundos que vêm de investigação desenvolvida por empresas, devemos ter capacidade para fazer investigação independente”, afirmou.

Para o Ministério, a dependência de organismos que têm uma visão comercial não é suficiente.

Fernando Leal da Costa referiu que há estudos que não são comercialmente interessantes e que, por vezes acabam por não acontecer, porque não há financiamento.

Este fundo será constituído por dinheiros públicos e não comunitários, à semelhança do que já acontece noutros países da Europa.

“Este é um apoio adicional aos que têm que ver com os fundos europeus e aos quais os investigadores portugueses se devem candidatar”, sublinhou o secretário de Estado.

Relativamente ao horizonte temporal para este fundo estar disponível, Leal da Costa disse que os trabalho já foi iniciado há uns meses atrás, está em fase final de elaboração e que dentro de aproximadamente dois meses estará “em condições de estar operacional”.

No passado mês de setembro, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, tinha anunciado que a farmacologia era umas das áreas prioritárias para receber as verbas deste fundo, adiantando que a regulamentação estaria pronta até ao final do ano.

“Queremos que [o dinheiro do Fundo] apoie uma área concreta ligada à investigação e à farmacologia”, disse na altura Paulo Macedo.

Lusa

artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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