Fundação Portuguesa de Cardiologia lança campanha para promover envelhecimento ativo

Aliar alimentação saudável e exercício físico são os comportamentos ideias para saúde física
22 de abril de 2014 - 08h32



A Fundação Portuguesa de Cardiologia (FPC) apresenta hoje, em Lisboa, uma campanha que pretende combater “estereótipos associados ao idoso” e alertar para a importância de um “envelhecimento ativo saudável”.



A campanha está integrada na iniciativa “Maio Mês do Coração”, dedicada este ano ao envelhecimento ativo, adianta a fundação em comunicado.



Ao eleger os mais velhos como alvo desta mensagem, a fundação pretende “fomentar oportunidades para estimular a saúde e bem-estar geral da população e promover melhores atitudes futuras”.



“Esta iniciativa insere-se na nossa missão global de sensibilização para as doenças cardiovasculares” e pretende “alertar os homens e mulheres para a necessidade de mudança dos seus comportamentos, mas também a sociedade em geral, alterando a forma como as pessoas idosas são percecionadas”, adianta o presidente da FPC, Manuel Carrageta.



Manuel Carrageta sublinha que o envelhecimento não deve ser encarado como “um processo negativo, em que se perdem capacidades, mas sim como um processo natural e uma oportunidade resultante dos avanços na sociedade”.



“As pessoas mais velhas estão bem a tempo de cuidar do seu coração”, salienta o cardiologista.



Maria João Quintela, da fundação, defende que é “essencial prevenir a doença e mobilizar recursos e alterar perceções” que “ajudem a melhorar a qualidade de vida dos mais velhos.”



Segundo a médica, as estratégias de promoção do envelhecimento ativo devem passar por comportamentos promotores da saúde física, como uma alimentação saudável e exercício físico.



Mas também passam por comportamentos de integração social, que incluem a participação do idoso na sociedade e na família, prevenindo o isolamento, e pela aposta na segurança, através da prevenção de acidentes e quedas, do mau trato, do abandono e de outras formas de discriminação e violência, que “contribuem para uma má saúde geral e cardiovascular”, adianta Maria João Quintela.



A Fundação Portuguesa de Cardiologia lembre que “os homens e mulheres fisicamente ativos ao longo da vida têm, geralmente, uma redução em 25-30% no risco de AVC e morte”.



Segundo a FPC, a atividade física favorece o controlo da pressão arterial e de outros fatores de risco para a doença cardiovascular, incluindo a diabetes e o excesso de peso.



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

Comentários