Fumo passivo triplica probabilidade de perda auditiva precoce em jovens

Consumo de tabaco nos jovens em Portugal aumentou nos últimos anos, salienta DGS
19 de maio de 2014 - 15h01



Um estudo desenvolvido pela Faculdade de Medicina da Universidade de Nova Iorque concluiu que os jovens expostos frequentemente ao fumo passivo do tabaco apresentam uma probabilidade quase três vezes maior de desenvolver perda auditiva unilateral precoce, uma consequência normalmente associada ao envelhecimento.



A investigação, que contou com a participação de mais de 1500 jovens dos 12 aos 19 anos permitiu também alertar 80% dos envolvidos, que não tinham conhecimento de que a sua audição já se encontrava afetada.




Para avaliar a capacidade auditiva desta amostra, foram realizados exames de sangue de cotinina, um químico que se forma após a entrada da nicotina no corpo humano, bem como testes específicos para calcular a audição dos envolvidos no que respeita a sons de alta, média e baixa frequência.



Quanto maior a exposição ao fumo do tabaco, conforme medido pelos níveis sanguíneos de cotinina, maior o risco de perda significativa da audição.




"A Organização Mundial da Saúde estima que mais de 600 mil fumadores passivos morrem por ano. Além de provocar problemas a nível cardíaco e respiratório, está comprovado que o fumo da nicotina também afecta os órgãos e nervos ligados à audição e ao equilíbrio, uma vez que reduz os vasos sanguíneos que fornecem oxigénio vital para os ouvidos e para as células sensoriais", refere Pedro Paiva, audiologista da MiniSom.



"Zumbido, dificuldade em compreender uma conversa ou na audição de sons mais agudos e sensação de ouvido tapado são alguns dos sinais de alerta", indica o especialista.




Segundo a Direção-Geral da Saúde, o consumo de tabaco nos jovens em Portugal aumentou nos últimos anos: 90% dos fumadores iniciaram o seu consumo antes dos 25 anos.



Por SAPO Saúde
artigo do parceiro: Nuno de Noronha

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