Fosso entre ricos e pobres na saúde diminuiu, mas ainda é grande

Mortalidade infantil, por exemplo, caiu desde 1990 até 39% nos países mais pobres
16 de maio de 2013 - 09h38



O fosso entre ricos e pobres diminuiu consideravelmente nos últimos anos, mas não o suficiente para atingir os Objetivos de Desenvolvimento do Milénio estabelecidos pela ONU, indicou esta quarta-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS).



A ONU propôs em 2000 uma série de metas até 2015 na luta contra a fome, doenças, analfabetismo, deterioração ambiental e discriminação contra as mulheres.



"A Declaração do Milénio de 2000 propõe-se a reduzir o abismo entre os mais ricos e os mais pobres", lembrou Ties Boerma, diretor do departamento de dados da OMS.



"No setor da saúde, ficou claro que grandes investimentos podem resultar em grandes progressos", acrescentou ao enfatizar a importância da ajuda fornecida pelos países ricos.



A mortalidade infantil, por exemplo, caiu desde 1990 até 39% nos países mais pobres, exemplificou.



Mas esses ganhos não foram suficientes para reduzir em um terço a mortalidade de crianças com menos de 5 anos, comparativamente aos níveis de 1990.



Em relação à saúde, "o mundo ainda é muito desigual", frisou Ties Boerma, que exemplificou com o caso da malária: 95% de todas as mortes são registrados em 14 países.



SAPO Saúde com AFP
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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