Farmacêuticos insistem na revisão dos preços dos remédios, ministro defende maior acesso

Opção do Estado passa por fomentar maior acesso das pessoas ao medicamento, diz Macedo
27 de setembro de 2013 - 08h56



O bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, Carlos Maurício Barbosa, voltou hoje a defender a revisão do regime de preços e comparticipações de medicamentos, alegando que o atual sistema favorece as grandes empresas do setor.



"Entendemos que é preciso enfrentar, de uma vez por todas, a espiral deflacionista dos medicamentos", declarou o bastonário, na sessão solene do Dia do Farmacêutico, em Lisboa, apelando ao Ministério da Saúde para que "institua mecanismos estabilizadores dos preços dos medicamentos".



Segundo Carlos Maurício Barbosa, o regime de preços e comparticipações dos fármacos em vigor "transformou-se num carrasco dos operadores do setor", uma vez que "propicia condições para que as empresas de maior dimensão ou mais capitalizadas tendam a eliminar as mais pequenas".



Respondendo ao bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, à margem da sessão, o ministro da Saúde, Paulo Macedo, disse aos jornalistas que a opção do Estado é fomentar o maior acesso das pessoas ao medicamento, reduzindo o seu preço, muito embora acrescentou que a tutela está atenta à "evolução do setor das farmácias e à sustentabilidade dos diferentes operadores" (laboratórios, distribuidores e farmácias).



Lusa
artigo do parceiro: Nuno Noronha

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