Famílias gastaram menos com a saúde em 2013

Em 2011 e 2012, a despesa corrente pública com saúde diminuiu significativamente com os cortes
12 de setembro de 2014 - 16h00



As famílias terão gasto em 2013 menos com a saúde, ao contrário do Serviço Nacional de Saúde (SNS), cuja despesa aumentou, de acordo com as Conta Satélite da Saúde (CSS), divulgadas pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).



Estes resultados referem que, no ano passado, a despesa corrente em saúde continuou a diminuir (menos 2,1%), mas de forma menos acentuada que em 2012 (menos 5,2%) e 2012 (menos 6,6%).



“Entre 2010 e 2012, o peso da despesa corrente das famílias aumentou sucessivamente (24,8% em 2010, 26,7% em 2011 e 28,8% em 2012), enquanto a despesa financiada pelo SNS foi proporcionalmente menor (59,5% em 2010, 57,3% em 2011 e 56,5% em 2012)”, lê-se no documento.



Na CSS estima-se que, para 2013, se registe “uma inversão desta tendência, observando-se o decréscimo da proporção do financiamento das famílias e o aumento da importância relativa da despesa do SNS".



O mesmo documento indica que, em 2011 e 2012, a despesa corrente em saúde decresceu 5,2% e 6,6%, respetivamente, atingindo a despesa corrente, em 2012, os 15.607 milhões de euros (9,2% do Produto Interno Bruto e uma despesa per capita de 1.484,28 euros).



“Em 2013, estima-se que a despesa corrente tenha voltado a diminuir, com menor intensidade que nos dois anos anteriores (menos 2,1%), atingindo 15.284 milhões de euros, o equivalente a 8,9% do PIB”.



O peso relativo da despesa corrente financiada pelos agentes financiadores públicos diminuiu entre 2010 e 2012: de 70% para 65,4% da despesa corrente total.



Os resultados preliminares para 2013 apontam para um ligeiro aumento da importância relativa da despesa corrente pública face à despesa corrente privada, atingindo os 66 por cento.

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